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Observatório · dado aberto

3,88 mi CNPJs mantêm R$ 308 bi parcelados na Receita Federal em setembro de 2026

Publicado em · Atualizado em · Atualiza com: parcelamentos (Receita Federal), mensal.

Em setembro de 2026, 3,88 mi CNPJs mantinham parcelamento de débitos ativo na Receita Federal do Brasil (RFB), somando R$ 308 bi consolidados na adesão. A Receita Federal disponibiliza, em dado aberto, o estoque de parcelamentos ativos nos sete programas: ordinário, Simples Nacional, microempreendedor individual (MEI) e os programas especiais, entre eles o Programa Especial de Regularização Tributária (PERT) e o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos (RELP). O CFO (cfo.com.br) carrega essa base e a consolida por CNPJ, por mês de adesão e por programa.

Fonte: Receita Federal (parcelamentos de débitos, dado aberto) de setembro de 2026, carregada em 25/09/2026 · análise CFO (cfo.com.br)

3,88 mi CNPJs com parcelamento ativo · R$ 308 bi parcelados — fonte: Receita Federal (dado aberto), 09/2026.

O que os parcelamentos da Receita Federal mostram sobre uma empresa?

Os registros de parcelamento da Receita Federal mostram negociações cobertas pela publicação utilizada, com programa, modalidade, adesão e valores disponíveis. O saldo publicado é um retrato da referência da base. Ele não demonstra, sozinho, se todas as parcelas estão em dia na data da consulta. Esses registros devem ser separados das inscrições em dívida ativa administradas pela PGFN.

Fatos e fontes

Como interpretar os campos de um parcelamento?

Registro individual de parcelamento
CampoLeituraLimite
Programa e modalidadeIdentificam o tipo de negociaçãoNão informam sozinhos a situação de cada prestação
AdesãoData registrada para a entrada no parcelamentoNão é a data da última parcela paga
Valor parceladoValor informado no registroNão deve ser somado a outras bases sem conciliação
Saldo devedorSaldo na referência publicadaNão é prova do saldo exato de hoje
Fim estimadoProjeção exibida para o parcelamentoNão é comprovação de quitação

Como registrar uma conferência individual?

Exemplo hipotético: o dossiê informa adesão em março e saldo na carga de setembro. O relatório deve manter as duas datas. Para saber se a prestação de outubro foi paga, é necessário obter evidência atual; a existência do registro na carga não responde a essa pergunta.

Os gráficos deste observatório descrevem o conjunto coberto pela publicação. Uma empresa pode aparecer em mais de uma modalidade, portanto contagem de registros e contagem de empresas são medidas diferentes. A metodologia das tabelas indica a unidade utilizada.

Aplicar esta consulta no CFO

O acesso ao dossiê exige conta e confirmação do e-mail. Consultas e revelação de contatos seguem as cotas do plano.

Orientações e fontes conferidas em . A referência de cada conjunto de dados é indicada separadamente.

Principais achados
  1. O parcelamento de débito federal alcança 3,88 mi CNPJs, que somam R$ 308 bi em passivo tributário reconhecido e em negociação — valor distinto da inscrição em dívida ativa da União, que é exigível.
  2. A adesão apresenta sazonalidade: janeiro concentra as novas adesões em todos os anos da série, o que acompanha a virada do exercício fiscal e os prazos de cada programa. O maior valor mensal é jan/2026, com 497.363 CNPJs aderindo em um único mês.
  3. A base corresponde a estoque, e não a fluxo: registra os parcelamentos ainda ativos, sem os já quitados. Os meses mais antigos aparecem subestimados, porque a medida apurada é a permanência do acordo na data do corte.
Base: RFB — Parcelamentos (7 programas), dado aberto · 09/2026 · valor consolidado na adesão · último mês parcial.
Resumo em números — estoque ativo em setembro de 2026
IndicadorValorNota
CNPJs com parcelamento ativo3,88 miraízes de CNPJ distintas, qualquer data de adesão
CNPJs com adesão desde jul/20223,69 miuniverso da série mensal
Valor parceladoR$ 308 biconsolidado na adesão
Parcelamentos ativos4,40 mium CNPJ pode ter mais de um
Pico de adesão, em CNPJs no mês497.363janeiro/2026
Programa com mais CNPJs2,51 miConvencional · MEI
Programa com maior valorR$ 138 biOrdinário e simplificado
Meses de adesão na série502022-07 a 2026-08

Adesões por mês · CNPJs únicos e valor parcelado

CNPJs únicosValor (R$ bi)
CFO.COM.BR
A base corresponde ao estoque ativo, não ao fluxo histórico. Constam os parcelamentos ainda ativos no último corte. Adesões antigas já quitadas ou rompidas saíram da base, de modo que os meses de 2022–2023 aparecem subestimados e parte do crescimento observado decorre da permanência dos acordos, não apenas de novas adesões. “CNPJ único” = raiz de CNPJ distinta no mês; “valor” = consolidado na adesão. O último mês é parcial. O total de 3.880.932 CNPJs conta cada raiz de CNPJ (empresa, não estabelecimento) com ao menos um parcelamento ativo no estoque, qualquer que seja a data de adesão — o mesmo critério das páginas do CFO por município, que o distribuem pelo endereço da matriz. A série mensal começa em julho de 2022 e cobre 3.693.718 desses CNPJs; os demais mantêm apenas adesões anteriores a esse mês.

Leitura da série mensal

A série indica concentração de adesões no início de cada exercício: janeiro registra o maior número de novas adesões em todos os anos cobertos, o que acompanha a virada do exercício fiscal e os prazos de cada programa. O maior valor mensal da série é janeiro/2026, com 497.363 CNPJs aderindo em um único mês (R$ 20 bi).

A quebra por programa indica que o programa com mais CNPJs não corresponde ao de maior valor parcelado.

  • O microempreendedor individual (MEI) lidera em número de CNPJs: 2,51 mi, com R$ 6,4 bi no total. Corresponde a parcelamento de valor unitário baixo, distribuído por milhões de microempreendedores.
  • O ordinário (pessoa jurídica e pessoa física) registra menos CNPJs (451.155) e concentra R$ 138 bi, nesse programa. A diferença entre os valores não determina, isoladamente, o porte ou a condição financeira dos participantes.
  • Os programas especiais (PERT, RELP e Lei 12.996) registram poucos CNPJs e valor elevado: o especial de pessoa jurídica soma R$ 82 bi e concentra as negociações com redução de multa e juros.

Para análise de crédito, o parcelamento indica que a empresa reconheceu o débito e mantém acordo de pagamento; não constitui, por si, indicador de situação financeira. O elemento determinante é a adimplência do acordo: rompido o parcelamento, o débito volta a ser exigível. Por esse motivo o CFO classifica o parcelamento como indício amarelo, em categoria distinta do alerta de inscrição em dívida ativa da União.

Estoque ativo por programa

Onde estão os parcelamentos

Convencional · MEI
Parcelamento do microempreendedor individual.
CNPJs2,51 mi
valor parceladoR$ 6,4 bi
Convencional · Simples Nacional
Parcelamento do Simples Nacional (empresas optantes).
CNPJs1,05 mi
valor parceladoR$ 47 bi
Ordinário e simplificado
Parcelamento comum de débitos, PJ e PF — a via padrão do e-CAC.
CNPJs451.155
valor parceladoR$ 138 bi
Especial · Simples (PERT-SN, RELP-SN)
Programas especiais para optantes do Simples.
CNPJs68.995
valor parceladoR$ 11 bi
Especial · MEI
Programas especiais para o MEI.
CNPJs27.539
valor parceladoR$ 0,1 bi
Especial (PERT, Lei 12.996…)
Programas com redução de multa/juros e entrada — PJ e PF.
CNPJs21.123
valor parceladoR$ 82 bi
Especial · órgãos públicos
Modalidades para órgãos do poder público.
CNPJs2.623
valor parceladoR$ 23 bi

Perguntas frequentes

Quantas empresas parcelam débitos na Receita Federal?

No estoque ativo mais recente constam 3.880.932 CNPJs distintos com parcelamento de débitos na Receita Federal, somando R$ 308 bilhões consolidados na adesão. O conjunto corresponde aos parcelamentos ainda ativos, não ao total histórico.

Parcelamento na Receita é o mesmo que dívida ativa?

Não. O parcelamento direto na Receita Federal do Brasil (RFB) é a regularização de débito ainda sob controle da própria Receita; não é inscrição em dívida ativa da União, exigível pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Indica que a empresa reconheceu o débito e mantém acordo de pagamento, e não constitui, por si, indicador de situação financeira.

Qual a diferença entre parcelamento ordinário e especial (PERT, RELP)?

O ordinário/convencional é o parcelamento comum, sem desconto. Os especiais (PERT, RELP, Lei 12.996 etc.) são programas por lei com redução de multa e juros e entrada — por isso concentram os maiores valores.

Aplicações desta base

Ler parcelamento e regularização fiscal é peça de análise de crédito e risco, screening e compliance e due diligence.

Continue aprendendo

Outros guias do CFO

Parcelamentos ativos no dossiê da empresa.

O dossiê registra, para cada CNPJ, os parcelamentos ativos na Receita Federal — programa, data de adesão, número de parcelas e saldo —, ao lado da inscrição em dívida ativa da União, das sanções e do grupo econômico. Dado aberto, com a fonte declarada.

Fonte: Receita Federal do Brasil — Parcelamentos de débitos, dado aberto (7 programas), publicação mensal. Os números refletem o último snapshot carregado (estoque de parcelamentos ativos) e podem conter defasagem da própria fonte. Indício de dado público — não é prova de situação fiscal.